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O cérebro de conhecimento de uma empresa real — grafo vivo (decisão·tarefa·ideia·doc·aprendizado·commit) operado por pessoas E agentes de IA via MCP, com o mesmo RBAC
O cérebro de conhecimento de uma empresa real — um grafo vivo onde cada decisão, tarefa, ideia e commit vira um nó, operado tanto por pessoas quanto por agentes de IA.
Este repositório é a vitrine pública do projeto. O código roda em produção e vive em repositórios privados — aqui está o conceito, a arquitetura e a história.
O conhecimento de uma empresa vive espalhado: uma decisão fica num áudio de WhatsApp, a tarefa que ela gerou vai pra uma planilha, o motivo real está num chat que ninguém acha mais, e o aprendizado que custou uma semana some quando a pessoa que resolveu troca de time. Ninguém consegue reconstruir o "por quê" de nada. E o pior: uma IA que entra pra ajudar começa do zero toda vez, sem memória do que já foi decidido.
A Central de Projetos resolve isso invertendo a lógica: em vez de o conhecimento ser um subproduto do trabalho, ele é a fonte de verdade — e o trabalho passa por ele.
Tudo que acontece na empresa vira um nó de um grafo vivo: uma decisão, uma tarefa, uma ideia, um documento, um aprendizado, uma fala literal (input), um commit. As arestas são as relações entre eles — a decisão ligada às tarefas que ela gerou, a tarefa ligada ao commit que a implementou, o commit ligado à conversa que o originou, o aprendizado ligado ao problema que o ensinou.
O resultado é uma memória operacional única. Qualquer pessoa — ou qualquer agente de IA — recupera o contexto completo de um assunto em segundos, seguindo as arestas, em vez de garimpar em chats, planilhas e e-mails soltos.
Cada tipo de nó tem uma função única. Eles não duplicam papel entre si — é isso que mantém o grafo limpo (o detalhe está em CONCEITO.md).
| Nó (entidade) | O que captura | Natureza |
|---|---|---|
| Decisão | "É assim que deve ser" — uma regra ou definição tomada | Versionável: uma decisão nova substitui a anterior (histórico preservado, nunca sobrescrito) |
| Tarefa | Algo a fazer, com status, responsável e andamento | Fluxo de trabalho; carrega o histórico de eventos |
| Ideia | Um pensamento solto que ainda não é compromisso | Pode ser promovida a tarefa — ou descartada |
| Documento | Conhecimento durável e estruturado (arquitetura, guia, mapa) | Editável, com visibilidade e wikilinks entre docs |
| Aprendizado | Um problema resolvido + a lição que ficou | Versionável: a lição evolui e pode ser marcada como superada |
| Input | A fala literal de quem falou (áudio transcrito, mensagem) | Append-only — é a proveniência, nunca se reescreve |
| Commit | Uma mudança de código ingerida do repositório | Liga o grafo de conhecimento ao grafo de código |
| Projeto / Agrupamento | O contêiner hierárquico que organiza os nós | Aninhável; carrega o controle de acesso |
As arestas são tipadas: consome, depende, integra, relacionado, substitui, origina. É isso que transforma uma lista de itens numa rede navegável.
A porta de entrada não é uma tela — é a conversa. A pessoa manda um áudio ou uma mensagem no WhatsApp; um agente de IA classifica o que é (decisão? tarefa? ideia? aprendizado?), grava no nó certo da Central via MCP, e devolve a confirmação. A tela (Kanban, visão de gestor, mapa do grafo) é o complemento visual — não o único caminho.
flowchart TB
subgraph entrada["Interface de comando"]
WPP["WhatsApp / chat<br/>(áudio ou texto)"]
end
subgraph agentes["Agentes de IA"]
LLM["Classifica · registra · consulta<br/>(mesmo RBAC de um humano)"]
end
subgraph central["Central de Projetos"]
GRAFO[("Grafo vivo<br/>decisão · tarefa · ideia<br/>documento · aprendizado · input · commit")]
end
subgraph erp["ERP — sistema que opera o negócio"]
MOD["Financeiro · Estoque · Vendas · DP · …"]
REPO["Repositórios de código"]
end
WPP --> LLM
LLM -->|"registra e consulta via MCP"| GRAFO
GRAFO <-->|"contexto de código e operação"| MOD
REPO -->|"ingestão de commits"| GRAFO
TELA["Tela: Kanban · mapa do grafo · visão de gestor"] --> GRAFO
LLM -->|"confirma de volta"| WPP
Dois princípios sustentam o fluxo:
Este é o ponto que muda o jogo. A Central é operada via MCP (Model Context Protocol): os agentes de IA não têm um back-door próprio nem privilégios especiais. Eles usam as mesmas permissões (RBAC) de um usuário humano.
O efeito prático: os mesmos agentes que ajudam a construir o software também operam a empresa através dele — registram decisões, movem tarefas, montam relatórios, anotam aprendizados — sem nunca sair do trilho de permissão que vale para qualquer funcionário.
Uma empresa com esse grafo tem três coisas que quase ninguém tem:
Construída por uma equipe mínima liderada pelo César Canal, com IA como multiplicador de força. A Central nasceu de uma frustração concreta — decisões e definições se perdendo entre áudios, planilhas e chats — e virou o destino número um de toda captura de conhecimento da operação: o lugar onde se grava primeiro e se consulta antes de agir, em qualquer terminal, por qualquer agente.
O objetivo nunca foi vender software. É eficiência operacional radical de um atacado real — menos trabalho manual, menos dependência de memória humana, mais decisão apoiada em contexto.
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